Urban Informatics
Conheci o Marcus Foth na C&T 2005, quando ambos estávamos como Student Voluteers. Eu estava terminando a graduação, e ele o doutorado. Não falamos muito, na verdade, e lembro de ter achado graça na pesquisa que ele fazia, sobre uma comunidade em um conjunto de apartamentos na Austrália. Não devia: hoje ele é um pesquisador respeitado na área que estou trabalhando (de Community Informatics) e acabou de editar um livro que parece interessante:
Handbook of Research on Urban Informatics: The Practice and Promise of the Real-Time City
Edited by: Marcus Foth, Queensland University of Technology, Australia
Hershey, PA: Information Science Reference, IGI Global. ISBN 978-1-60566-152-0. 506 pp.
http://www.urbaninformatics.net/book/
Eu gosto dessa discussão sobre o urbano e a tecnologia. O efeefe fez um post tocando no assunto ontem, e é um tema fascinante, pra dizer o mínimo. Tem algo de cyberpunk, esse jogo de tecnologia e caos urbano, e tudo conectado. Quando eu jogava RPG, um dos livros que mais gostava era Shadowrun. Na verdade, gostava de ver as figuras e ler as histórias, e claro, criar as minhas próprias.
Com essa discussão toda sobre a expansão dos celulares, parece fazer sentido pensar que os limites do que chamamos de urbano também se expandam. As facilidades da vida na cidade poderão ser acessadas de uma maior distância. Claro, existe um espaço físico que não muda, mas estamos falando agora do tal do space of the flows (ou qualquer outro nome que você queira usar, dependendo do seu autor de referência...)
Essa discussão entre o urbano (e o não urbano?) também influencia no momento que estou agora, de ter que decidir onde vou fazer minha etnografia. Existe a possibilidade de fazer em um telecentro no Raval, mas algo em mim diz que ir para outras localidades, dentro da Área Metropolitana de Barcelona podem render experiências mais interessantes. A ver.

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