Assim como o poder público deve investir em bibliotecas públicas e as livrarias são iniciativas comerciais, que fazem parte do mesmo sistema de leitura, também telecentros públicos e gratuitos são uma coisa e lanhouses são iniciativas comerciais.
Claro que é importante haver uma política governamental para as livrarias e para as lanhouses, pois sua existência garante a capilaridade do acesso aos livros, do acesso à web.
Mas comparar lan houses a telecentros é, reafirmando meu exemplo, querer comparar o papel das bibliotecas na formação de leitores com o papel das livrarias na vendagem de livros.
As lanhouses possuem muitas deficiências e é necessário uma política para elas, principalmente em termos de legislação, pois além de sua sustentabilidade financeira (99% são micro empresários na informalidade), é nas proibições da lei (herdada dos fliperamas e que proíbe inúmeras coisas, inclusive proximidade com escolas) que é necessário maior atenção do poder público.
Já os telecentros carecem de maior formação dos monitores, equipamentos mais atuais e conexão de banda larga, além de maior fortalecimento aos projetos envolvendo a comunidade, e inúmeros outros.
Querer encaixar lanhouses num projeto, esperado e tecido durante tanto tempo, voltado especificamente para telecentros é misturar alhos com bugalhos. Seria o mesmo que reivindicar verba para livrarias de um projeto de fortalecimento de bibliotecas, insisto.
[s]
Carlos
PS: visitem www.onid.org.br (ONID - Observatório Nacional de Inclusão Digital).
Telecentros e lanhouses - bibliotecas e livrarias
Vamos lá, que esta discussão é boa!
Assim como o poder público deve investir em bibliotecas públicas e as livrarias são iniciativas comerciais, que fazem parte do mesmo sistema de leitura, também telecentros públicos e gratuitos são uma coisa e lanhouses são iniciativas comerciais.
Claro que é importante haver uma política governamental para as livrarias e para as lanhouses, pois sua existência garante a capilaridade do acesso aos livros, do acesso à web.
Mas comparar lan houses a telecentros é, reafirmando meu exemplo, querer comparar o papel das bibliotecas na formação de leitores com o papel das livrarias na vendagem de livros.
As lanhouses possuem muitas deficiências e é necessário uma política para elas, principalmente em termos de legislação, pois além de sua sustentabilidade financeira (99% são micro empresários na informalidade), é nas proibições da lei (herdada dos fliperamas e que proíbe inúmeras coisas, inclusive proximidade com escolas) que é necessário maior atenção do poder público.
Já os telecentros carecem de maior formação dos monitores, equipamentos mais atuais e conexão de banda larga, além de maior fortalecimento aos projetos envolvendo a comunidade, e inúmeros outros.
Querer encaixar lanhouses num projeto, esperado e tecido durante tanto tempo, voltado especificamente para telecentros é misturar alhos com bugalhos. Seria o mesmo que reivindicar verba para livrarias de um projeto de fortalecimento de bibliotecas, insisto.
[s]
Carlos
PS: visitem www.onid.org.br (ONID - Observatório Nacional de Inclusão Digital).