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Nativos digitais e o pensar digital

Vi a apresentação abaixo no blog da dreig, numa reflexão sobre competências básicas para a Sociedade em Rede.

 

 

Ela foi desenvolvida por uma jovem que se auto-denomina uma "nativa digital". Também acho que o conceito de "nativos digitais" pode ser discutido e re-discutido, assim como a idéia das competências básicas. Entretanto, o que me chamou mais atenção, em ambos os casos, foi 1) a importância que a autora dá para a mudança na forma de pensar e estar no mundo. Ela afirma que teve dois nascimentos: um físico, e um "na rede". E nas imagens e nas falas que ela apresenta, essa mistura e falta de limites entre o que é Internet/virtual e o que é físico/presencial fica bastante clara. 2) No blog do dreig, o desenvolvimento é, com toda essa mudança de forma de pensar e aprender, como ficam as escolas?

Eu já tinha falado sobre essa mudança muito tempo atrás, quando escrevi meu TCC, "Digital: a não neutralidade das novas tecnologias", no final de 2005. Lá, eu explicava:

"O acesso às novas tecnologias de informação e comunicação não abre simplesmente um novo universo para que os usuários possam ter acesso a informações e troca de idéias. A tecnologia permite que se desenvolva todo um novo processo de raciocínio, que envolve ter à disposição uma quantidade quase infinita de informações. O usuário precisa ser capaz de buscar por si as informações que lhe interessam e filtrar as relevâncias. As competências necessárias para que esse processo ocorra também precisam ser incentivadas pela inclusão digital, em uma direção, e por outra, mostram a importância dessas iniciativas na luta contra a exclusão. Pessoas que não tiverem acesso à rede não estarão simplesmente perdendo a possibilidade de entrar em contato com a enorme gama de informação que existe online, mas também, a longo prazo, estarão excluídas de uma nova forma de pensar."

Achei interessante a reflexão da autora da apresentação, e a maneira como ela discorre sobre essa mudança na forma de lidar/entender a realidade. É um recurso interessante para usar em debates sobre o que significa estar em rede/na rede hoje em dia.

PS: (E hoje, depois de passar a tarde toda com os jovens no telecentro, tenho a sensação de ter visto na prática o que significa essa teoria: a monitora chega e diz "fucem aí esse programa, chama GIMP". Ela não sabe usar, mas não faz mal, em 10 minutos eles já sabem. Não são ricos, não estudaram nas melhores escolas, ao contrário. Mas eles simplesmente têm a lógica.... e agora? Faltam as redes...)

PPS: teve gente que caiu aqui atrás do dicionário de miguxês... então, em consideração a essas pessoas, aqui está o link. ;-)

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